As regras do jogo

Eu acredito na política brasileira assim como eu acredito no Papai Noel. Ou melhor, acreditava. Quando criança eu via na televisão Papai Noel descendo em chaminés. Por ser um símbolo importado lá dos Estados Unidos, inspirado no personagem criado pela Coca-Cola nas cores vermelho e branco, é óbvio que o ato de descer em casas com chaminés não condiz muito com a realidade num país tropical como o nosso, cuja preferência é por um ar condicionado em vez de uma lareira com chaminé. O encanto pelo bom velhinho ia por água abaixo quando olhava para o teto da minha casa e não via a menor possibilidade dele entrar em casa e deixar presentes. E isto é coisa que adulto nos obriga a acreditar durante a nossa infância. Mesmo já crescidos, muitas vezes acreditamos naquilo que é mais conveniente a nós. A começar pela tão alardeada "democracia" brasileira. Que democracia é esta onde a maioria do povo é facilmente manipulada? Num país onde a evolução da educação caminha no ritmo da lesma só pode interpretar de forma equivocada muitas coisas que acontecem ao redor.
Vejam o Brasil, um país com muitas necessidades. Fica nítido a hora em que o calo aperta e sem para onde correr, que muitos correm para os braços de Deus e mesmo lá dentro das igrejas, o povo está sendo enganado com mensagens de sentido dúbio. Uma vez fiquei ouvindo um certo "pastor" fazer uma pregação numa vígilia de madrugada e óbvio foi difícil dormir com o barulho do lado de casa. Eu frequentei igreja por 16 anos seguidos e sei distinguir os bons sermões daqueles completamente sem noção. Este "pastor" se encaixa na segunda categoria. Dizia coisas sem sentido e o povo dizia amém.
Na política também é parecido. Não existe o certo e o errado. O que existe são as regras do jogo. Alianças políticas significam "você precisa me ajudar a te ajudar", um dos bordões do filme Tropa de Elite. A oratória é toda voltada para angariar votos, ganhar a simpatia da opinião pública e acredita quem quiser ouvir baboseiras sem fundamento. Palavras bonitas podem muito bem convencer. Lembra o antigo comercial da Batata Ruffles, na qual duas garotas reclamavam que os homens sempre usavam o mesmo chaveco? Aí depois apareceu um saradão usando aquele velho chaveco que elas tanto reclamavam. E elas caíram na conversa! Sem o certo e errado, as escolhas dos eleitores é baseada na opinião dos amigos, nas fofocas, nos factóides, nos fatos reais, nas mentiras contadas como se fossem verdade. Sempre é bom estar alerta, com a pulga atrás das orelhas.
Você já deve ter ouvido falar que a urna eletrônica é inviolável. Ela seria 100% confiável? O TSE lançou um desafio a qualquer hacker que quisesse para invadir o sistema da urna eletrônica. Os que os hackers reclamaram é que eles só podiam usar as ferramentas que o próprio TSE fornecia. Sem poder usar as próprias ferramentas, a tarefa dos hackers fica um pouco mais complicada. E vemos a propaganda da urna eletrônica e "inviolável". Pode até ser que não seja possível um ataque vindo de fora, mas nada impede uma invasão de dentro para fora. Dados podem ser corrompidos ou extraviados. Ou simplesmente programados para computar votos para candidato X em vez de candidato Y. Teoria conspiratória delirante com certeza, mas para governantes que querem manter o establishment, tudo é possível. Líderes políticos são capazes das maiores loucuras para se manterem no poder. A forma como nossos votos são processados rapidamente naqueles servidores gigantescos até impressiona. No entanto, se eu penso na fragilidade disso tudo apesar da tecnologia, eu entendo por que muitos países desenvolvidos ainda relutam em usar o sistema brasileiro se é tão "eficiente". Quem é que faz a auditoria desses dados processados transformados em milhões de votos e quem é que policia os que trabalham nesta área? A falha de segurança nas provas do Enem mostra que mesmo apesar da aparência séria ainda não dá para confiar totalmente. Se a gente para pra pensar um pouco mais e não apenas engolir o que nos enfiam goela abaixo só dá mais tristeza em saber que um país rico como o Brasil é assaltado desde a época em que a escória de Portugal aportou por aqui.
Isso me fez lembrar do filme Os Suspeitos (1995), vencedor do Oscar de Melhor Roteiro, onde o vilão da história chamado Keyser Soze é um verdadeiro mistério e no final (um dos melhores finais de filmes que já vi) ele é revelado enganando a todos nós, pois imaginávamos uma outra pessoa. E o Diabo se utiliza de sua melhor técnica, a dissimulação. A maior mentira que ele pode nos contar é a de que ele não existe.

Eu acredito na política brasileira assim como eu acredito no Papai Noel. Ou melhor, acreditava. Quando criança eu via na televisão Papai Noel descendo em chaminés. Por ser um símbolo importado lá dos Estados Unidos, inspirado no personagem criado pela Coca-Cola nas cores vermelho e branco, é óbvio que o ato de descer em casas com chaminés não condiz muito com a realidade num país tropical como o nosso, cuja preferência é por um ar condicionado em vez de uma lareira com chaminé. O encanto pelo bom velhinho ia por água abaixo quando olhava para o teto da minha casa e não via a menor possibilidade dele entrar em casa e deixar presentes. E isto é coisa que adulto nos obriga a acreditar durante a nossa infância. Mesmo já crescidos, muitas vezes acreditamos naquilo que é mais conveniente a nós. A começar pela tão alardeada "democracia" brasileira. Que democracia é esta onde a maioria do povo é facilmente manipulada? Num país onde a evolução da educação caminha no ritmo da lesma só pode interpretar de forma equivocada muitas coisas que acontecem ao redor.
Vejam o Brasil, um país com muitas necessidades. Fica nítido a hora em que o calo aperta e sem para onde correr, que muitos correm para os braços de Deus e mesmo lá dentro das igrejas, o povo está sendo enganado com mensagens de sentido dúbio. Uma vez fiquei ouvindo um certo "pastor" fazer uma pregação numa vígilia de madrugada e óbvio foi difícil dormir com o barulho do lado de casa. Eu frequentei igreja por 16 anos seguidos e sei distinguir os bons sermões daqueles completamente sem noção. Este "pastor" se encaixa na segunda categoria. Dizia coisas sem sentido e o povo dizia amém.
Na política também é parecido. Não existe o certo e o errado. O que existe são as regras do jogo. Alianças políticas significam "você precisa me ajudar a te ajudar", um dos bordões do filme Tropa de Elite. A oratória é toda voltada para angariar votos, ganhar a simpatia da opinião pública e acredita quem quiser ouvir baboseiras sem fundamento. Palavras bonitas podem muito bem convencer. Lembra o antigo comercial da Batata Ruffles, na qual duas garotas reclamavam que os homens sempre usavam o mesmo chaveco? Aí depois apareceu um saradão usando aquele velho chaveco que elas tanto reclamavam. E elas caíram na conversa! Sem o certo e errado, as escolhas dos eleitores é baseada na opinião dos amigos, nas fofocas, nos factóides, nos fatos reais, nas mentiras contadas como se fossem verdade. Sempre é bom estar alerta, com a pulga atrás das orelhas.
Você já deve ter ouvido falar que a urna eletrônica é inviolável. Ela seria 100% confiável? O TSE lançou um desafio a qualquer hacker que quisesse para invadir o sistema da urna eletrônica. Os que os hackers reclamaram é que eles só podiam usar as ferramentas que o próprio TSE fornecia. Sem poder usar as próprias ferramentas, a tarefa dos hackers fica um pouco mais complicada. E vemos a propaganda da urna eletrônica e "inviolável". Pode até ser que não seja possível um ataque vindo de fora, mas nada impede uma invasão de dentro para fora. Dados podem ser corrompidos ou extraviados. Ou simplesmente programados para computar votos para candidato X em vez de candidato Y. Teoria conspiratória delirante com certeza, mas para governantes que querem manter o establishment, tudo é possível. Líderes políticos são capazes das maiores loucuras para se manterem no poder. A forma como nossos votos são processados rapidamente naqueles servidores gigantescos até impressiona. No entanto, se eu penso na fragilidade disso tudo apesar da tecnologia, eu entendo por que muitos países desenvolvidos ainda relutam em usar o sistema brasileiro se é tão "eficiente". Quem é que faz a auditoria desses dados processados transformados em milhões de votos e quem é que policia os que trabalham nesta área? A falha de segurança nas provas do Enem mostra que mesmo apesar da aparência séria ainda não dá para confiar totalmente. Se a gente para pra pensar um pouco mais e não apenas engolir o que nos enfiam goela abaixo só dá mais tristeza em saber que um país rico como o Brasil é assaltado desde a época em que a escória de Portugal aportou por aqui.
Isso me fez lembrar do filme Os Suspeitos (1995), vencedor do Oscar de Melhor Roteiro, onde o vilão da história chamado Keyser Soze é um verdadeiro mistério e no final (um dos melhores finais de filmes que já vi) ele é revelado enganando a todos nós, pois imaginávamos uma outra pessoa. E o Diabo se utiliza de sua melhor técnica, a dissimulação. A maior mentira que ele pode nos contar é a de que ele não existe.
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